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Escrevo nessa biroska, sobre questões existências e filósóficas, sobre fatos importantes da minha vida, sobre amigos, amores, dores e tantas outras coisitas, não venham, portanto, obrigar-me a transformar meu pobre blog em um espaço chatonildo destinado a ser calendário de aniversariantes do mês. Não vou fazer isso, definitivamente.
A Thaís me pediu de aniversário um post e eu escrevi, mas não posso escrever pra todos os que amo, que realmente são muitos... Para não desagradar ninguém resolvi que vou fazer um concurso, quem ganhar recebe um post de aniversário, não sei ainda como vai ser, vou pensar nas regras, me aguardem!
Há pouco mais de um ano essa biroska entrou no ar, como disse, já escrevi sobre diversos temas, alguns bem mais interessantes que o post passado, no entanto, foi daquele o record de comentários, por que será?
Será que no final de tudo, somos mesmo impulsionados por nossos sentimentos mais primitivos( paixão, ódio, ciúme)?
Há 24 anos trás nasceu um menina linda que desde então é motivo de alegria pra sua família, há pouco mais de um ano essa menininha, nasceu na minha vida e hoje é parte tão imprescindível dela que não me imagino um só dia sem sua presença e sem a certeza do seu amor.
Queria poder dar a ela o mar que amo tanto para que ele lhe ensinasse a navegar e ela nunca ficasse sem norte, não porque não lhe seja permitido errar, mas para lhe poupar de certas desventuras.
Queria dar-lhe o sol, na verdade, queria que o sol nascesse todos os dias em sua alma, para aquecer e iluminar seu coração
Quisera poder dar-lhe a alegria de uma criança ao receber o presente que sonhara e a capacidade dela de ser feliz com pequenas coisas
Quisera dar a ela apenas um bombom de chocolate sem café, que diga-se de passagem, é tão difícil quanto os outros desejos.
Mas diante da minha total impossibilidade de presenteá-la com o que gostaria, resta-me oferecer-lhe minha amizade, meu amor, meu ombro, meu colo e toda a minha vida para que ela disponha da forma que lhe aprouver. E um soneto de Vinicius, porque quando se trata dessa moça, tudo tem mesmo que terminar em poesia...
Soneto de aniversário
Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.
Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.
Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.
E eu te direi: amiga minha, esquece....
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.